sábado, 5 de maio de 2012

Ensaio do amor verdadeiro.




Quem é você? Sim, você que me olha desse jeito tão teu e me conquista assim pela palavra. Dita ou escrita. Pelo afago, beijo, cheiro. O teu cheiro que é único e inebria o meu ser. Cheiro teu que eu quero em mim ao te abraçar. Abraço nosso do qual eu nunca quero me desvencilhar. Você? Ah, você é meu amor platônico correspondido. Platônico sim, pois as coisas dificilmente são como eu quero, então, amor, por que? Por que dessa vez seria diferente? Por que nós nos entenderíamos tão intimamente ao ponto de, enfim, darmos certo? Não, as coisas não são tão fáceis pra mim. Pra nós. Você sabe...
Você sabe o que eu sinto e mesmo assim, vez por outra ainda questiona. Como ousas? Sabes, ai no teu íntimo que sou tua. Que te quero. E espero. Mas, meu bem, a vida não espera por ninguém. Então, por que devo eu fazer da minha uma espera sem fim de ti? Sim, é verdade, eu te preciso. E preciso de uma maneira que nunca imaginei precisar. Nos precisamos, mutuamente. Não me venha negar, você bem o sabe da necessidade que tem de mim. E mesmo assim se esconde atrás de um maldito discurso que nos inviabiliza. Ele nos distancia, apenas ele, o seu discurso, porque o seu querer faz par com meu e quanto a isso não há controvérsias. Ou há?
Há, na verdade, uma série de dúvidas e desenganos. Momentos em que nos feriamos profundamente. Eu primeiro, diria você. Mas parece-me que desculpas sinceras não te interessam, não é? Tentativas de melhora e expressões de sentimento foram em vão. E, então, eis que há uma vingança. Pode não ter sido planejada, porém, isso não importa. Você quis, inconscientemente, pagar na mesma moeda e, no entanto, não percebes que isso só piora. E o que antes era em mim a certeza do mais doce e puro amor que eu pudera sentir para com todas as paixões que vivi... transforma-se em dúvida. Você nos pôs em dúvida. Viramos incerteza. "Nós", afinal, existe? 
Respondo, por fim, com o coração cheio de lágrimas pela noite que devia ser nossa e a outro eu entreguei e, mais dolorosamente, outra noite na qual você deu-se a alguém e retirou-se de nós que... Não mais. Acabamos, meu amor. Desculpe-me por isso. Por ter-te frustrado e por não ter sabido tratar-te com todo zelo e cuidado que tanto mereces. Desculpo-te também. Pelos planos nossos frustrados que agora se perdem nos confins do tempo. É tarde para nos termos novamente e voltarmos ao ponto em que tudo era perfeitamente nosso e a felicidade, tangível. Mas cedo para te dizer que o sentimento acabou. E será sempre cedo, uma vez que sei e, sabes, que esse amor, meu bem, durará a eternidade, apenas. Porque o meu amor é teu e dar-te-ei-o sempre que o quiseres e, até mesmo, quando o negares.

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