Gostaria, primeiramente, de entender o que se passa entre a gente. Não eu e você. Seja lá quem for você. Que hora se faz tão certo em ser um, ora se multiplica em tantos. Mas, sim, entre "as gentes" que vem e vão pela estação, pelas ruas, pelo mundo. Que andam por aí pensando saber o que querem, quando na verdade são tão mais perdidas que o guarda-chuva no dia sol. Pessoas essas, que vivem suplicando silenciosamente por amor e nem ao menos são ouvidas. Tão sozinhas... E por que, afinal, elas não se encontram? Não se fazem companhia?
Eu me sinto assim, vez por outra. Perdida e só. Sem algo que realmente me mostre o caminho a ser seguido. Sem alguém que segure minha mão e diga que estará lá quando eu precisar, no dias de chuva, sendo meu sol. Isso é tão patético, sabe? Porque o amor é patético. Então, nós somos tremendamente patéticos por termos tamanha necessidade de ter amor. E, mais do que amor, de ter as provas. Porque não basta alguém proferir as três palavrinhas se não demonstrá-las, não é? E, por que ser tão cético? Pra que? "Ah, o amor está banalizado", e pensar assim ajuda muito, claro, né? Não. Porque isso gera medo. De sentir, se envolver e depois sofrer. Mas ninguém disse que viver seria só sorrir. Então, chore. Sofra. Dói, mas passa.
A gente tem que parar de ter medo de tudo. Tem que se deixar levar, e aí, quem sabe, no meio de tantas lágrimas, alguém as enxugue? Mas, por favor, permita-se. Permita-se apaixonar pelo doce, pelo novo, pelo que se permitiu ser seu. Permita-se estar perto e sentir o quão bom é ser amado. Ou será mais prático se esconder dentro de si, se martirizando, chorando aqui e acolá, por um amor que não aconteceu? Dizer aos setes ventos que está sozinha, quando, na verdade, ninguém está? Não, então, abra os olhos para quem quer estar com você, e o deixe fazer parte da sua felicidade. Deixe o papel de vítima aos coitadinhos, e vá ser protagonista de um leve final feliz. E, desta vez, sem medo.
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