Amor, eu poderia te resgatar? Eu poderia cantar as nossas músicas e proclamar nossas frases de efeito pra você voltar? Eu poderia percorrer o mundo atrás de ti sem te ver fugir? A verdade é que não, meu bem. Porque enquanto tua partida me corrói, o nosso desenlace nem te agride. Talvez, muito pelo contrário. Talvez estejas mais feliz do que nunca nesse seu casinho, ao meu ver, ridículo. E bem sabes porque o penso assim. Porque, afinal, por melhor que fosse sua nova amante, convenhamos, não seria eu. Não seria ninguém. Ou não deveria. Mas é. É hoje a ti muito mais importante e relevante que tudo sobre mim. Sobre nós. Quisera eu poder contornar e te abrir os olhos para o mero fato de que: ei. Ela não é eu. Volta.
E você, então, voltaria? Voltará? Não. Devo eu aceitar, assim, calada o cruel fim? Sim. Não foi eu quem escolheu assim, afinal. Não me isento de culpa. Penso de vez em sempre o quanto diferente poderia ter sido se... Você sabe. Mas não aconteceu como eu queria. Nossos "nós" arrebentaram. E eu que pensei que jamais, em tempo algum, força alguma poderia nos destruir. E não é que a vida me pregou essa peça? Pregou, ainda, meu coração na tua palma, a qual aperta-o cruelmente. Mas deixo-te mantê-lo contigo. Não devolva, meu bem. É teu. Leva-o nas tuas caminhadas por aí, sem mim. Permito-te, ainda, partir sem volta. Pois, afinal, já fostes. Cabe a mim aceitar. E continuar a vida sem ti. Ou tentar.

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