Tem momentos na vida, que a gente se sente meio perdido e a parte do mundo, meio longe de cada coisa ou pessoa, que parece que nada nem ninguém faz sentido e nós não sabemos exatamente o que fazer, dizer, pensar... São aqueles dias em que sentimos uma vontade imensa de ficarmos sós, a um canto qualquer, sem a necessidade de dar satisfação alguma sobre o nosso estado de estado espírito e o que estamos sentindo. A verdade é que se nem nós sabemos ou, ainda, compreendemos o que se passa ali, dentro de nós, então como poderíamos explicar a outro? E, ai, o que fazer?
Eu acho mesmo é que precisamos é de tempo. Um pouco, só um pouco, pra reorganizar as ideias e os sentimentos e podemos identificar tudo que ocorre em nós e, a partir daí, tomar alguma atitude a respeito. Mas tem certas coisas que fogem das nossas mãos, do nosso controle. Coisas que mechem com toda a nossa sensibilidade, e nós faz ficar assim, tão mais frágeis que o normal, nos questionando sobre amor. "Será que alguém me ama? E você, você me ama? E se o amor fosse uma carta, eu ainda não seria correspondido?" Bendita carência... Então alguém vem, com frases feitas, dizer que você é forte e que tudo passa e blá blá blá. Conversa fiada de quem não tem o que dizer. Mas o que dizer?
Continuo achando que nessecitamos desesperadamente de tempo. Pra conhecer a nós mesmos e saber do que somos capazes. Perceber nossos defeitos e nossas qualidades e entender o por quê de alguém gostar de nós, e não gostar. Pra sabermos o que dizer quando alguém com o coração partido vier em nosso encalço pedir uma conselho, um consolo. Ah, somos tão pequeninos, errantes e imaturos, eu sei. Mas o progresso chega pra todo mundo. E se agora é um momento de dor, mais tarde haverá um dia inteiro de sorrisos. Teremos a capacidade de entender o mundo exterior e o nosso próprio mundo interior, ai as coisas tendem a serem mais fáceis, e os bons pensamentos se concretizarão. No entanto, o que pensar?
Penso que estamos cada vez mais dispersos dos outros e de nós mesmos, porque nunca temos tempo pra nada. Depois, reclamaremos de que não nos dão atenção, carinho, afeto e amor... será que não dão? Ou será que nossos olhos arrasados de decepção e tão cheio de lágrimas não conseguem perceber? Eu sei que a teoria é mais singela que a prática e chega a parecer fácil. E, agora é extremamente complicado saber de fato o que dizer, fazer e pensar. Mas, com um pouco de calma, sabendo respeitar o tempo de cada coisa, pessoa e o nosso próprio, tudo vai acontecer devidamente como tem que ser e, talvez, a felicidade não será mais somente uma utopia longínqua.

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