Esses dias eu estava bem. Uma verdadeira otimista, cheia de planos e esperanças aparentemente concretas de realizá-los. Nesses dias eu me deixei ser absorvida por algo muito aquém da minha compreensão, que me permitia um êxtase sem precedentes e que ainda me permitia transbordar uma sensação doce e alegre, talvez a tal felicidade. Mas, como das outras vezes, ela não se demorou muito em mim, e não tardou a esvair-se para longe. Ou pode ser que nem esteja longe, pois eu a sinto a um toque de distância, muito embora meus vãos esforços não pareçam suficientes para retomá-la. E agora?
Eu não sei exatamente como me sinto agora. Só de uma coisa estou certa: não é uma boa sensação. Acho que às vezes eu só queria conversar com alguém sobre meu estado de espírito, e me aprofundar no assunto, porque desabafar sempre é uma ótima opção para um coração cansado e uma mente conflitante. Tenho uma certa necessidade de dizer o porquê de estar me sentido mal ou bem. Tentar explicar do meu jeito, com meu deficiente vocabulário de sentimentos, como eu estou de fato, fugindo do " "Oi, tudo bem?" "Tudo" ". Porque se eu continuar falando que está tudo bem, eu vou sufocar na minha própria mentira absurdamente deslavada que intimamente me incomoda. Mas talvez ninguém queira saber o que eu sinto, penso, quero... Isso é um tanto quanto desolador.
Não queria uma pessoa me perguntando o tempo todo se eu estou bem, porque ai ela me enlouqueceria. Eu acho que só preciso que alguém se importe de verdade, e que me entenda, ou ao menos tente. Porque embora eu considere muito úteis os meus monólogos, existe a necessidade de diálogos, vez por outra. E essas coisas todas a falar estão se amontoado em mim de tal forma que chegam a me deixar sem ar por alguns instantes, e daqui a pouco, se eu não compartilhá-las, é provável que o ar não volte mais. Porém, eu sinto que não posso compartilhá-las com qualquer um. Eu sinto que quero dividi-las com alguém no qual eu confie, e goste. E lá vou eu de novo, querendo você e pedindo sua presença, seu colo, seu ouvido. Se for muita audácia, perdoe-me. Sou apenas mais um ser facilmente complicável suplicando pela compreensão de quem ama. Talvez eu não passe de uma louca bipolar. Ou talvez eu só queira ser escutada e ter importância.
Whatever.

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