domingo, 20 de janeiro de 2013
Ahhh-Mor!
Ah, o amor. Que menino curioso esse. Vem casa adentro com um desespero de viver, de ser vivido. Toma a gente por completo. É um grito que vem lá do fundo da alma: EU QUERO! Mas SHHHIO! Ele pode ouvir! Ele, o meu amado. Não quero que ele saiba que ainda o penso constantemente. E como poderia esquecê-lo? Ele está em todo canto. Posso sentir seu cheiro. Posso até ouvir sua voz. Como se a felicidade tivesse aqui, do lado. Ele, do lado.
Quem dera tê-lo, de fato, ao meu lado. Como antes. Mas ele partiu, sabe? Foi pra muito longe. Não sei se um dia volta. O ruim é que não me lembro de muita coisa sem ele. É como se sempre tivesse estado ali fora, na sala. Aqui dentro, no peito. Houveram promessas. Todas quebradas. Todas esquecidas... E por que? Não sei. As coisas de repente ficaram complicadas demais. Não soubemos lidar. Eu, na verdade. Ele soube melhor que eu. O que me dá vontade de odiar a outra, porém, como posso eu odiar quem faz bem ao meu amor? Sim, eu sou uma sentimental. Que sentimento estupidamente grande e tolo é o amor, afinal.
Talvez um dia ele volte. Só não vou esperar isso acontecer. Mas, hoje, eu simplesmente preciso dele aqui. Porque é inquietante e até revoltante ter lutado e esperado tanto por... Nada. Não posso ao menos ser amiga dele porque... sinceramente, eu não sei ser amiga dele. Eu não sei não amá-lo. Eu não sei não sei perdida e incondicionalmente apaixonada por ele. Eu só quero me casar com ele e criar nossos 3 filhos ao som de Los Hermanos! Mas sem ele aqui... esses desejos não passam de vagas insanidades. Só peço que ele, eventualmente, não esqueça de lembrar da gente. Num dia de sol ou numa noite de chuva. Não me esqueça.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Despedida
Amor, eu poderia te resgatar? Eu poderia cantar as nossas músicas e proclamar nossas frases de efeito pra você voltar? Eu poderia percorrer o mundo atrás de ti sem te ver fugir? A verdade é que não, meu bem. Porque enquanto tua partida me corrói, o nosso desenlace nem te agride. Talvez, muito pelo contrário. Talvez estejas mais feliz do que nunca nesse seu casinho, ao meu ver, ridículo. E bem sabes porque o penso assim. Porque, afinal, por melhor que fosse sua nova amante, convenhamos, não seria eu. Não seria ninguém. Ou não deveria. Mas é. É hoje a ti muito mais importante e relevante que tudo sobre mim. Sobre nós. Quisera eu poder contornar e te abrir os olhos para o mero fato de que: ei. Ela não é eu. Volta.
E você, então, voltaria? Voltará? Não. Devo eu aceitar, assim, calada o cruel fim? Sim. Não foi eu quem escolheu assim, afinal. Não me isento de culpa. Penso de vez em sempre o quanto diferente poderia ter sido se... Você sabe. Mas não aconteceu como eu queria. Nossos "nós" arrebentaram. E eu que pensei que jamais, em tempo algum, força alguma poderia nos destruir. E não é que a vida me pregou essa peça? Pregou, ainda, meu coração na tua palma, a qual aperta-o cruelmente. Mas deixo-te mantê-lo contigo. Não devolva, meu bem. É teu. Leva-o nas tuas caminhadas por aí, sem mim. Permito-te, ainda, partir sem volta. Pois, afinal, já fostes. Cabe a mim aceitar. E continuar a vida sem ti. Ou tentar.
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