quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Fim.






Olá, você. Como vai a vida? Disseram-me que tudo por ai é diferente sem mim. Que graça o teu pensamento permanecer aqui. E eu sei que permanece. Que meiga sua insistência em negar a saudade desta moça que era tão tua e a quem tanto fizestes bem, que tanto te fez bem também. Que admirável sua capacidade de inventar desculpas tão patéticas para sua ida. Mas que amor absurdamente grande era esse meu por ti. Esse teu por mim. Esse nosso amor, meu bem.

Engraçada a vida. Uma hora você estava aqui do lado e noutra já nem o vejo mais. E nem o verei. Confesso que até bem pouco tempo o procurava por ai nas ruas em que ando, nas pessoas que reparo, nas bocas onde repouso os beijos meus que eram tão teus. E que triste fazer uso do tempo passado para falar de nós. Nossa história que foi prometida pela eternidade e, por fim, fracassou nessa missão. Não soubemos contornar as adversidades e nos tornamos insensíveis um ao outro, tanto que, veja bem, nem nos conhecemos mais. Que triste.

Que triste, afinal, a morte desse amor tão bonito que embalou tantos sonhos. Que cicatrizou tantas dores. Que alegrou tantos dias de chuva. Que fez tão bem. Que trouxe paz, esperança e companherismo. Que, simplesmente, duraria a eternidade, apenas. Mas que por escolhas nossas virou pó. Acabou. Acabamos. O amor morreu. O nosso eterno amor, contrariando toda a conspiração do universo a favor, morreu. Você morreu neste coração que tanto pulsava por ti e hoje apenas o desconhece. Fim. A saudade de ti não mais atormenta este peito. Adeus.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ahhh-Mor!



Ah, o amor. Que menino curioso esse. Vem casa adentro com um desespero de viver, de ser vivido. Toma a gente por completo. É um grito que vem lá do fundo da alma: EU QUERO! Mas SHHHIO! Ele pode ouvir! Ele, o meu amado. Não quero que ele saiba que ainda o penso constantemente. E como poderia esquecê-lo? Ele está em todo canto. Posso sentir seu cheiro. Posso até ouvir sua voz. Como se a felicidade tivesse aqui, do lado. Ele, do lado.

Quem dera tê-lo, de fato, ao meu lado. Como antes. Mas ele partiu, sabe? Foi pra muito longe. Não sei se um dia volta. O ruim é que não me lembro de muita coisa sem ele. É como se sempre tivesse estado ali fora, na sala. Aqui dentro, no peito. Houveram promessas. Todas quebradas. Todas esquecidas... E por que? Não sei. As coisas de repente ficaram complicadas demais. Não soubemos lidar. Eu, na verdade. Ele soube melhor que eu. O que me dá vontade de odiar a outra, porém, como posso eu odiar quem faz bem ao meu amor? Sim, eu sou uma sentimental. Que sentimento estupidamente grande e tolo é o amor, afinal.

Talvez um dia ele volte. Só não vou esperar isso acontecer. Mas, hoje, eu simplesmente preciso dele aqui. Porque é inquietante e até revoltante ter lutado e esperado tanto por... Nada. Não posso ao menos ser amiga dele porque... sinceramente, eu não sei ser amiga dele. Eu não sei não amá-lo. Eu não sei não sei perdida e incondicionalmente apaixonada por ele. Eu só quero me casar com ele e criar nossos 3 filhos ao som de Los Hermanos! Mas sem ele aqui... esses desejos não passam de vagas insanidades. Só peço que ele, eventualmente, não esqueça de lembrar da gente. Num dia de sol ou numa noite de chuva. Não me esqueça.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Despedida



Sim, amor, veja bem. Que saudade de ti. Que dor carrego no meu peito pela tua ausência. Curioso é que o vazio no qual me deixas é sempre tão pesado; já na tua presença eu me encho de um tudo tão leve. Ou enchia. Porque ultimamente nem nos vemos mais. Nem ao menos, veja só, nos procuramos. E nós sabemos bem o porquê. E quão lamentável é isso que nos tornamos. E quão sangrento é meu coração por tudo isso. Ou pela falta de tudo isso. Tudo isso que é a gente. Que era, afinal.

Amor, eu poderia te resgatar? Eu poderia cantar as nossas músicas e proclamar nossas frases de efeito pra você voltar? Eu poderia percorrer o mundo atrás de ti sem te ver fugir? A verdade é que não, meu bem. Porque enquanto tua partida me corrói, o nosso desenlace nem te agride. Talvez, muito pelo contrário. Talvez estejas mais feliz do que nunca nesse seu casinho, ao meu ver, ridículo. E bem sabes porque o penso assim. Porque, afinal, por melhor que fosse sua nova amante, convenhamos, não seria eu. Não seria ninguém. Ou não deveria. Mas é. É hoje a ti muito mais importante e relevante que tudo sobre mim. Sobre nós. Quisera eu poder contornar e te abrir os olhos para o mero fato de que: ei. Ela não é eu. Volta.

E você, então, voltaria? Voltará? Não. Devo eu aceitar, assim, calada o cruel fim? Sim. Não foi eu quem escolheu assim, afinal. Não me isento de culpa. Penso de vez em sempre o quanto diferente poderia ter sido se... Você sabe. Mas não aconteceu como eu queria. Nossos "nós" arrebentaram. E eu que pensei que jamais, em tempo algum, força alguma poderia nos destruir. E não é que a vida me pregou essa peça? Pregou, ainda, meu coração na tua palma, a qual aperta-o cruelmente. Mas deixo-te mantê-lo contigo. Não devolva, meu bem. É teu. Leva-o nas tuas caminhadas por aí, sem mim. Permito-te, ainda, partir sem volta. Pois, afinal, já fostes. Cabe a mim aceitar. E continuar a vida sem ti. Ou tentar.

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