terça-feira, 6 de março de 2012

Permita-se


Gostaria, primeiramente, de entender o que se passa entre a gente. Não eu e você. Seja lá quem for você. Que hora se faz tão certo em ser um, ora se multiplica em tantos. Mas, sim, entre "as gentes" que vem e vão pela estação, pelas ruas, pelo mundo. Que andam por aí pensando saber o que querem, quando na verdade são tão mais perdidas que o guarda-chuva no dia sol. Pessoas essas, que vivem suplicando silenciosamente por amor e nem ao menos são ouvidas. Tão sozinhas... E por que, afinal, elas não se encontram? Não se fazem companhia?


Eu me sinto assim, vez por outra. Perdida e só. Sem algo que realmente me mostre o caminho a ser seguido. Sem alguém que segure minha mão e diga que estará lá quando eu precisar, no dias de chuva, sendo meu sol. Isso é tão patético, sabe? Porque o amor é patético. Então, nós somos tremendamente patéticos por termos tamanha necessidade de ter amor. E, mais do que amor, de ter as provas. Porque não basta alguém proferir as três palavrinhas se não demonstrá-las, não é? E, por que ser tão cético? Pra que? "Ah, o amor está banalizado", e pensar assim ajuda muito, claro, né? Não. Porque isso gera medo. De sentir, se envolver e depois sofrer. Mas ninguém disse que viver seria só sorrir. Então, chore. Sofra. Dói, mas passa.


A gente tem que parar de ter medo de tudo. Tem que se deixar levar, e aí, quem sabe, no meio de tantas lágrimas, alguém as enxugue? Mas, por favor, permita-se. Permita-se apaixonar pelo doce, pelo novo, pelo que se permitiu ser seu. Permita-se estar perto e sentir o quão bom é ser amado. Ou será mais prático se esconder dentro de si, se martirizando, chorando aqui e acolá, por um amor que não aconteceu? Dizer aos setes ventos que está sozinha, quando, na verdade, ninguém está? Não, então, abra os olhos para quem quer estar com você, e o deixe fazer parte da sua felicidade. Deixe o papel de vítima aos coitadinhos, e vá ser protagonista de um leve final feliz. E, desta vez, sem medo.

sábado, 3 de março de 2012

Acabou-se?



E aqui estou, sentada à margem da sua vida, vendo os sopros de destino acariciarem sua face e não podendo fazer parte disso. De tudo isso que é você. Acredite, é de uma dor e uma agonia incalculáveis não poder, por um motivo ou outro, ter-te pra mim. Aqui. E eu nunca terei não é? Ou tenho? Eu não sei. Não consigo entender as regras do seu jogo, que às vezes nos beneficiam tanto e, no entanto, mais constantemente nos destrói. Não a você, talvez. Ou sim. Sim, a você sim, se tudo o que tiver sido dito outrora ainda permanecer ai, em ti.

Permanece? Diga sim. Sussurre ao menos, eu ouvirei. Ou nem fale. Apenas me abrace, pegue minha mão, desmanche esse muro transparente e tão sujo de contrariedades que nos separa. Voltemos ao que tínhamos antes. Você gostava, eu sei. Era leve e de uma doçura tão perfeita da qual nunca conseguiria supor em qualquer outra relação se não nessa nossa. Essa, eu e você. Mas parece que é tão mais fácil se apegar a um romance paralelo que me ilude, que te subestima. E nós? Por que atentar-nos tanto ao externo, ao que é alheio a nós, se o que nós temos aqui dentro é tão mais certo e real? Eu não entendo...

Não, não é só a ti que eu não entendo. A mim também não. Porque às vezes o ciúme ou até o medo de me perder do nosso encontro me leva a comentar tolices das quais você bem sabe. Tolices essas, que degradam ainda mais o que temos. Ou um dia tivemos. Mas eu sou tão ínfima, tão pouco sei do mundo, das ciências exatas, quem dirá do amor, esse turbilhão de inexatidão? Não me julgue. Não me condene. Eu errei. Mas será que você tentou me impedir? Será que me quis perto quando eu me fiz presente, ali, tão inteiramente e exclusivamente pra você, por você? Pense, por favor. Pense, meu amor. Em você, em mim, em nós. Que no fundo, você sabe, nós sabemos, não acabou.

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