domingo, 4 de setembro de 2011

O grito do seu silêncio.



Poderíamos estar agora mesmo passeando por uma rua deserta, e rindo das nossas besteiras. Fazendo planos, imaginando nosso futuro tão docemente entrelaçado, como nossas mãos nesse delicioso momento. Compartilhando lembranças de um passado próximo e benéfico, mas que se tornou ínfimo em comparação com o adorável presente que agora dividimos. Sim, poderíamos, mas por algum motivo ainda desconhecido de nós, não estamos. E pode ser que nunca estejamos. Talvez aconteça com outros, mas não com nós. Não eu e você.

Confesso que já perdi noites imaginando as nossas cenas. Pena que esse filme só foi rodado na minha cabeça. Duvido ter sido dona de um único pensamento teu. Já ouviu uma música e lembrou de mim? Com certeza não, porque você não se importa comigo. E não venha se fazer de vítima me dizendo que eu não sei o que você passou, porque eu sei. Sei muitos mais coisas sobre ti do que supõe a tua vã filosofia. E é por saber o quanto você sofreu no passado, que eu queria te fazer feliz no presente. Cuidar, dar carinho, amar. Sabe o que é isso ? Amor? É, é isso que eu sinto por você. Mas não importa né? Eu sou só mais uma...

E quantas já enlouqueceram de amor por você, sem nem serem notadas? Você sabe me dizer? Não, porque não importa. E é ai o ponto, você é egoísta suficiente pra pensar só em si. Olha ao teu redor, cara! As pessoas sofrem, sabia? Pensa que só tu que sofreu no passado? Pois saiba que não. Eu, por exemplo, estou sofrendo agora por tudo isso, por você, por mim, por esse amor altamente platônico. Mas isso não faz diferença na sua vida não é? Eu sei que não. Estou ouvindo seu grito de alheamento e rejeição. Não preciso das suas palavras pra te entender. O silêncio grita: "Me esqueça, não existirá 'nós'.", e o que antes era esperança, torna-se dor e desalento. Mas sara, eu sei, com o tempo.

sábado, 3 de setembro de 2011

Que seja recíproco.



E aqui estou eu, escrevendo pra você pela enésima vez em poucos meses. Escrevendo tudo aquilo que o seu olhar faz evaporar da minha mente quando estamos frente a frente. Tentando, através das minhas mal escolhidas palavas, demonstrar o que a boca não ousa pronunciar a tua presença. Talvez muitas, se não todas, dessas coisas já sejam do teu conhecimento. Mas, se são, por que você ainda não está aqui? Por que se torna cada vez mais distante de mim e age como se o que eu sinto tão intensamente por ti, não tivesse real importância? Diga-me.

Pode ser que você nem saiba. Não, meu bem, não pode ser. Até o mais cego e cético nos campos do amor, conseguiria perceber meus sentimentos por você. Então, se você espera que eu grite pra todo mundo escutar, sinto dizer que está querendo demais. Na verdade, basta você me querer. Tão e somente a mim. E dizer, por favor né? Venha, entregue-se, não tenha medo. Eu não vou fazer você sofrer. Eu prometo, e eu prometo cumprir cada promessa feita a ti, especialmente esta primeira. Deixa eu cuidar de você, meu amor. Deixa eu mostrar a você que existe amor de verdade, e que as decepções foram só um caminho tortuoso que cruzamos até nos encontrarmos aqui. Deixa...

Ou me deixa. Tudo bem por mim se você for, e não voltar. Eu só quero que isso se resolva. Queria mais ainda que tivéssemos um final feliz, é bem verdade. Mas isso não é um filme ou uma novela, é vida real, e o que eu sinto por você é extremamente real. A dor e o sofrimento que isso me causa também são. Agora, você tem alguém e se diz bem. Mas, está feliz? Se sim, eu me aquieto, e desisto oficialmente de toda essa linda história, tão meticulosa e cuidadosamente arquitetada em minha alma e no meu coração. E te deixo ir, mas prometo guardar-te em mim, assim como todos que já foram embora. Se não, eu estarei aqui pra você. Nem que eu chegue a adormecer de tanto esperar, se o teu beijo me despertar, eu saberei que valeu a pena.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Um tempo, por favor.




Tem momentos na vida, que a gente se sente meio perdido e a parte do mundo, meio longe de cada coisa ou pessoa, que parece que nada nem ninguém faz sentido e nós não sabemos exatamente o que fazer, dizer, pensar... São aqueles dias em que sentimos uma vontade imensa de ficarmos sós, a um canto qualquer, sem a necessidade de dar satisfação alguma sobre o nosso estado de estado espírito e o que estamos sentindo. A verdade é que se nem nós sabemos ou, ainda, compreendemos o que se passa ali, dentro de nós, então como poderíamos explicar a outro? E, ai, o que fazer?

Eu acho mesmo é que precisamos é de tempo. Um pouco, só um pouco, pra reorganizar as ideias e os sentimentos e podemos identificar tudo que ocorre em nós e, a partir daí, tomar alguma atitude a respeito. Mas tem certas coisas que fogem das nossas mãos, do nosso controle. Coisas que mechem com toda a nossa sensibilidade, e nós faz ficar assim, tão mais frágeis que o normal, nos questionando sobre amor. "Será que alguém me ama? E você, você me ama? E se o amor fosse uma carta, eu ainda não seria correspondido?" Bendita carência... Então alguém vem, com frases feitas, dizer que você é forte e que tudo passa e blá blá blá. Conversa fiada de quem não tem o que dizer. Mas o que dizer?

Continuo achando que nessecitamos desesperadamente de tempo. Pra conhecer a nós mesmos e saber do que somos capazes. Perceber nossos defeitos e nossas qualidades e entender o por quê de alguém gostar de nós, e não gostar. Pra sabermos o que dizer quando alguém com o coração partido vier em nosso encalço pedir uma conselho, um consolo. Ah, somos tão pequeninos, errantes e imaturos, eu sei. Mas o progresso chega pra todo mundo. E se agora é um momento de dor, mais tarde haverá um dia inteiro de sorrisos. Teremos a capacidade de entender o mundo exterior e o nosso próprio mundo interior, ai as coisas tendem a serem mais fáceis, e os bons pensamentos se concretizarão. No entanto, o que pensar?

Penso que estamos cada vez mais dispersos dos outros e de nós mesmos, porque nunca temos tempo pra nada. Depois, reclamaremos de que não nos dão atenção, carinho, afeto e amor... será que não dão? Ou será que nossos olhos arrasados de decepção e tão cheio de lágrimas não conseguem perceber? Eu sei que a teoria é mais singela que a prática e chega a parecer fácil. E, agora é extremamente complicado saber de fato o que dizer, fazer e pensar. Mas, com um pouco de calma, sabendo respeitar o tempo de cada coisa, pessoa e o nosso próprio, tudo vai acontecer devidamente como tem que ser e, talvez, a felicidade não será mais somente uma utopia longínqua.

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