segunda-feira, 6 de junho de 2011

I need somebody




Eu vi uma estrela cadente passando no céu à noite. Fechei os olhos e fiz um pedido. Confiei meu coração àquela estrela, na qual foram confiados tantos outros. Podia até sentir as vozes das outras pessoas que pediam esperançosas para que Ela realizasse seus sonhos. Talvez no fundo soubéssemos que uma mera estrela não pudesse agir de tal forma nas nossas próprias vidas, sendo que nem nós podíamos. Mas acreditamos, porque se a realidade não provia aquele acontecimento, ou trazia a nós aquela coisa ou pessoa, podia ser que a surrealidade do espaço o fizesse.


Acho que a estrela não realizou os pedidos feitos a Ela. Deve ter explodido antes mesmo de levar aqueles desejos ao cosmo. Será? Eu não sei, não entendo dessas coisas. Eu só sei o que eu pedi, e acho que era algo que todos deviam pedir. Sim, algo importante, e edificante, que pudesse até ser capaz de modificar toda uma vida, uma linha de pensamento, um jeito de viver, uma alma, um coração. Ah, era bem capaz mesmo. Porque o que eu pedi foi uma pessoa. É, isso mesmo, pedi alguém. Não pra chamar de meu, porque ninguém é de ninguém, mas pra cuidar de mim, me fazer bem, sabe?


Alguém assim, como eu. Talvez menos chato, menos gordo, menos dramático, mais inteligente, mais engraçado, mais alegre. Mas que gostasse de mim todos os dias, independente do meu humor, da minha aparência, do meu jeito, do meu assunto, dos meus gostos, das minhas escolhas. Uma pessoa que me entenda sem muitas explicações, ouça meu silêncio, enxugue minhas lágrimas, ria das minhas piadas sem graça, me levante se eu cair, me segure se eu tropeçar. Alguém que todo mundo quer, e todo mundo merece ter. Alguém como o que eu quero ser pra você.

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