domingo, 26 de junho de 2011

Algo novo,




Eu preciso de algo novo pra mim. Sim, eu preciso. Estou farta das mesmas coisas, todos os dias. De olhar para as mesmas caras, vislumbrar os mesmos sonhos e me equivocar nos mesmos erros. Eu preciso de uma mudança drástica, de coisas novas, e pessoas novas. Ou talvez eu só precise de um tempo. É, um tempo pra me analisar, reavaliar minha vida, meus planos, meus desejos... um bom tempo para descobrir em qual das minhas mil facetas eu estou mais ultimamente. Para que eu possa me enxergar, e perceber meus defeitos, afim de tentar melhorá-los. Mas também para eu poder reconhecer as minhas qualidades, e me vangloriar por tê-las, afinal se eu posso julgar-me pelas falhas, porque não enaltecer-me pelos acertos? Pelas coisas boas que eu tenho em mim? 

Acho que todo mundo precisa fazer essa avaliação. Precisamos entender a nossa própria essência para, quem sabe, podermos compreender a dos outros. A gente tem mania de julgar os outros por si, quando na verdade não entendemos que eles são tão diferentes e alheios a nós. Eu sei que no fundo a gente sempre espera mais das pessoas do que elas realmente têm para dar. Mas será que outros também não esperam mais do que temos a oferecer? Será que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance por aqueles que nos amam? Aliás, quem nos ama? Nós amamos muito, eu sei. Mas somos amados também, não sei se por aqueles a quem amamos tão loucamente, mas talvez por outros, a quem nem damos valor.

Abrir os olhos é uma necessidade. É preciso parar um pouco e pensar sobre as coisas que fazemos, ou que devíamos fazer, ou nas pessoas que gostamos, ou as quem devíamos gostar. Sim, pois se não tivermos discernimento acerca dessas coisas que tão constantemente nos rodeiam e nos assolam, nunca chegaremos a nos conhecer de fato. E na real, é isso que nos falta: auto-conhecimento. Pois se soubermos quem somos, e do que somos capazes, talvez a árdua tarefa de conhecer as outras pessoas se torne mais fácil. Ou não. Afinal não devemos julgar os outros por nós mesmos, uma vez que eles podem ser muito melhores. Ou piores. Depende do ponto de vista.

É importante também nos arriscarmos mais. Eu sei que já sofremos muito, mas sei também que já geramos muita dor, mesmo sem saber. No entanto, todo esse sofrimento serviu de aprendizado, e acabamos encontrando em nós um poder de superação nunca imaginado. Sabe porque? Porque somos fortes. É essa força que nos faz levantar todos dias e acreditar que hoje pode ser melhor do que ontem. Não nos façamos de coitadinhos, lamentando as desventuras da vida, e pedindo que as graças caiam do céu, porque é perca de tempo. Rezar é louvável, mas agir é indispensável. Se eu quero algo novo, então eu terei de buscá-lo. Mas antes, vou limpar minha visão e apurar o que eu já tenho; porque pode ser que meus olhos não mais cansados e sujos de vãos protestos percebam algo novo à minha frente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

I need somebody




Eu vi uma estrela cadente passando no céu à noite. Fechei os olhos e fiz um pedido. Confiei meu coração àquela estrela, na qual foram confiados tantos outros. Podia até sentir as vozes das outras pessoas que pediam esperançosas para que Ela realizasse seus sonhos. Talvez no fundo soubéssemos que uma mera estrela não pudesse agir de tal forma nas nossas próprias vidas, sendo que nem nós podíamos. Mas acreditamos, porque se a realidade não provia aquele acontecimento, ou trazia a nós aquela coisa ou pessoa, podia ser que a surrealidade do espaço o fizesse.


Acho que a estrela não realizou os pedidos feitos a Ela. Deve ter explodido antes mesmo de levar aqueles desejos ao cosmo. Será? Eu não sei, não entendo dessas coisas. Eu só sei o que eu pedi, e acho que era algo que todos deviam pedir. Sim, algo importante, e edificante, que pudesse até ser capaz de modificar toda uma vida, uma linha de pensamento, um jeito de viver, uma alma, um coração. Ah, era bem capaz mesmo. Porque o que eu pedi foi uma pessoa. É, isso mesmo, pedi alguém. Não pra chamar de meu, porque ninguém é de ninguém, mas pra cuidar de mim, me fazer bem, sabe?


Alguém assim, como eu. Talvez menos chato, menos gordo, menos dramático, mais inteligente, mais engraçado, mais alegre. Mas que gostasse de mim todos os dias, independente do meu humor, da minha aparência, do meu jeito, do meu assunto, dos meus gostos, das minhas escolhas. Uma pessoa que me entenda sem muitas explicações, ouça meu silêncio, enxugue minhas lágrimas, ria das minhas piadas sem graça, me levante se eu cair, me segure se eu tropeçar. Alguém que todo mundo quer, e todo mundo merece ter. Alguém como o que eu quero ser pra você.

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