sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lembranças


Boa Tarde, queridos.

Hoje o dia está quente e, ao mesmo tempo, agradável. Sinto-me leve como uma pluma... o que permite que os pensamentos voem pela minha mente, passando por todos os âmbitos referíveis a mim. Pensamentos esses, de muito tempo atrás, ou ainda, de até agora pouco. E com eles não me vem só a cena dos momentos vividos, mas também, o cheiro, o sabor, o tato... a intensidade da multidão, do grupo, ou apenas de mim mesma. E, muito embora a necessidade de estar só, seja forte, e me leve em direção ao isolamento; os momentos mais felizes, gratificantes e memoráveis foram aqueles em que eu não era a protagonista. O que me leva a crer que, talvez, o egoísmo não seja uma parte tão significativa do meu ser. Um avanço...

Ah, lembranças... quantas alegrias já passamos,né? E quantas tristezas também. Instantes corrosisos, que feriram o mais profundo na nossa alma. Culpados? Não creio que hajam culpados, as coisas apenas aconteceram, ou deixaram de acontecer. Mas é inegável que doeu em nós; seja quando deixamos de ouvir o que queríamos, ou quando ouvimos o que pensamos ser desnecessário. Houve também aquele dia em que você acreditou que ia realizar seu sonho, seu desejo, sua vontade mais íntima; mas nada ocorreu e você ficou incosolavelmente frustrado. Ou ainda, quando você sofreu por uma pessoa que você simplesmente não podia se decepcionar; porque ela era a sua base, e o fato de que você esperava mais do que ela realmente podia te dar, era de uma dor incomensurável.

Mas é muito mais gostoso lembrar do que de bom aconteceu. As coisas que deixam saudades, e pelas quais suplicamos uma volta ao passado. Porque foram esses momentos de alegria, que trouxeram o melhor de nós à tona, e que nos fizeram acreditar numa felicidade infinita. Foram neles que percebemos o real valor de cada coisa, e de cada pessoa que em nossa vida passa. Até aquela que mais tarde vai nos magoar profundamente; ela contribuiu para construção de muitos de nossos sorrisos. Porque tem gente que nos faz bem, por pior que as coisas estejam. E são essas pessoas que compõem os melhores instantes das nossas vidas. Momentos recheados de sorrisos, ou até mesmo, lágrimas... da mais pura felicidade.

Enfim, tudo que deixamos registrados em nossas memórias, é justamente aquilo que vivemos de bom ou ruim. Devemos tornar cada experiência válida, pois de tudo pode-se tirar um ensinamento ou algo que nos eleve. Nada acontece por acaso. Os acontecimentos ruins serviram de um importante aprendizado para nós. Já os bons, nos dão força e ânimo para não desistirmos assim tão fácil. Cada vivência foi uma peça a mais na confecção do que somos hoje, e portanto, nunca devemos deixar o passado de lado, pois ele sempre nos apontará algo importante de se lembrar. #dica

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ser Criança ...

Ba Tarde, gente. Esse texto não iria ser postado no blog, mas após uma série de ameaças de uma certa criatura *leia-se Iane*, sou obrigada a expô-lo aqui. Espero que curtam =D




Infância. Uma palavra tão doce de se ouvir, que nos remete à momentos tão deliciosamente gostosos de serem lembrados. Cada um tem uma história pra contar de quando era pequeno. Um amiguinho imaginário, ou mesmo um amigo real, daqueles que cresceu junto com você. A casa da avó, sempre tão cheia de gente. O presente do "Papai Noel", que sempre estava lá ao pé da árvore, montada com dias de antecedência; e por mais que nunca fosse aquela Barbie toda trabalhada no rosa, ou aquele carrinho maroto da Hot Wheels, você sempre ficava feliz, pelo simples fato de ser Natal. Assim também era na Páscoa; o importante era ganhar Ovo de Chocolate! Ops, era? Não, É! Afinal, você cresceu, mas o chocolate ainda é uma tentação.
 
Ah, ser criança... tão bom que dá vontade de voltar no tempo. Tudo daquela época deixa saudades. Até os gritos suplicantes da sua mãe, para que você se aquietasse e não desarumasse a roupa nem o cabelo. Mas mesmo assim você brincava livremente, sem se preocupar com a sua aparência. Vergonha dos outros? Isso não existia; a brincadeira era muito mais valiosa que uma ideia formulada por outra pessoa que você nem sequer conhecia. E, naturalmente, sua mãe brigava com você, mas era coisa de momento. Ela não conseguia ficar brava por muito tempo, porque sua carinha angelical, a derretia completamente.



Bons tempos aqueles, que você não se matava de estudar e sempre tirava boas notas; (ta vendo? não corte os pulsos, você já foi um aluno descente =D) então, nunca ficava de recuperação, e sempre viajava nas férias. E ai você passeava com seus pais, irmãos, primos, tios... e quando não saía, podia passar a tarde vendo TV, e tendo a leve impressão de que se você quebrasse a tela, poderia entrar dentro dela. Tão inocente, meu Deus...É, você era feliz e não sabia.

É claro que todos esse instantes vividos e tão maravilhosos, nunca serão apagados das mentes daqueles que os vivenciaram. Estam em mim, em você, e em cada um que teve uma infância memorável. São momentos a serem relembrados constantemente. Não numa forma de criticar a realidade e fazer um pedido silencioso de retorno ao passado. Mas, sim, no intuito de nos fortalecermos, e sermos fortes, ainda que o fracasso bata à nossa porta. Pois, se conseguimos prover a felicidade naquela época, podemos trazê-la aos dias atuais. Então, nunca permitamos que a criança que há em nós, perca voz e morra. Ela tem de ser viva e imponente, para que a pureza, a inocência, a doçura e a verdade, estejam sempre em nossa essência.

domingo, 10 de outubro de 2010

Metamorfose Ambulante


Prezados,

Creio que concordem comigo que no mundo há duas 'classes' de pessoas : os ditos "revolucionários" e os "acomodados". Esses "revolucionários" são, justamente, aqueles insatisfeitos com seu modo de viver, que estão demasiados cansados de seus dias monotonamente banais, e tentam desesperadamente mudá-los a todo custo. Já os "acomodados" são os que não vêem importância nas mudanças, e simplesmente não se interessam em proferí-las.

Pois bem, eu vos digo que ambos são ignorantes. Porque, os acomodados têm de entender que as mudanças são necessárias, já que estacionado ninguém chega a lugar algum. Mas, estas não acontecem de uma hora para outra, fato que deve ser absorvido pelas mentes revolucionárias. Então, devemos nos colocar num meio termo entre as duas 'classes', ou seja, não podemos nos acomodar, mas devemos respeitar o tempo de cada modificação.


Porém, se tivesse de escolher entre Revolução e Comodismo; eu, certamente, optaria pela "Classe Revolucionária". Visto que, se acomodar não é algo que eu julgaria louvável, a busca por mudanças clamaria muito mais forte em minha consciência. Creio eu que todos nós, inclusive os acomodados, somos cientes da necessidade de reciclarmos nossos pensamentos, conceitos e ações.

Portanto, precisamos nos mover! Temos que crescer, tomar nossas próprias atitudes e nos responsabilizarmos por elas. Não peço que sejam feitas revoluções; mas, ao menos, pequenas mudanças. Detalhes fazem toda a diferença. E, no momento em que entendermos que o nosso bem viver depende, exclusivamente, de nós mesmos; ai, sim, teremos a capacidade de discernir quais mudanças devemos prover em nossas vidas.

 "A mudança não assegura necessariamente progresso, mas o progresso implacavelmente requer mudança."   Henry S. Commager

Penso, logo existo


Cada um de nós, seres providos de racionalidade, temos a incrível capacidade de formular pensamentos lógicos. Muitas vezes, esses pensamentos traem a nossa razão, pois são conduzidos pelas emoções. Obviamente, todos nós já nos pegamos refletindo sobre situações do cotidiano, que preferíamos esquecer; ou sobre pessoas que o coração ama, mas a razão rejeita. E, coração e mente são partes involuntárias do nosso corpo, que vivem em conflito entre si. Mas, como saber qual dos dois está certo?
Aliás, o que é certo?

Coração. Muitos dizem que aqueles que se deixam levar pelas emoções, são pessoas absolutamente fracas, sem controle sobre as próprias atitudes. Será mesmo? Será que é tão ruim seguir seus sentimentos? Ora meus amigos, não sejamos tão frios a ponto de desconsiderar o amor, a paixão, a amizade, o carinho... sentimentos tão puros, que não merecem uma chance de serem 'ouvidos'? É realmente mais fácil se fechar na sua racionalidade inabalável, e desacreditar o seu lado emocional, ao invés de se doar inteiramente em uma relação, seja ela qual for? Respondam a si mesmos.

Razão. Existe uma enorme corrente de pensamentos que afirma que seres mais racionais, são mais felizes, pelo simples fato de não se envolverem tanto com as pessoas ao seu redor. Claro, afinal, deve ser muito mais fácil ser feliz, sem se apegar a quem quer que seja, já que não se corre o risco de se decepcionar, não é verdade? Não, não é. E eu tenho pena de pessoas que pensam de tal forma. Não quero dizer para se tornarem irracionais, e fazerem tudo aquilo que quiserem, independente das consequências. Só quero que parem, pensem, reflitam suas decisões, seus sonhos, seus medos, seus desejos. Por favor, repensem suas vidas.

Sinto dizer, que o ideal seria unir razão e emoção. Naturalmente, isso é bastante complicado, visto que, muitas vezes, são totalmente opostos. Por isso mesmo há a necessidade de acordamos para a nossa condição privilegiada de seres pensantes, e usufruirmos desse benefício. Precisamos urgentemente de reavaliar nossos conceitos e atitudes. Pensem nisso. Pensem na sua existência e no porquê dela. Pensem... Pensem...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Inteligência Barulhenta

Bom dia, queridos.

Bem, afim de expôr pensamentos, ideias, sentimentos e emoções, crio este blog para me manifestar acerca de assuntos dos quais eu costumo, de fato, discutir no meu cotidiano. Mas atráves deste espaço, poderei eu ser mais intensa e sincera em minhas colocações, sem meias palavras. Daí, o nome do blog : "Mens Sonantis" , que é derivado do latim e tem como traduçõa à nossa língua-mãe, algo como "Inteligência Barulhenta". Uma óbvia inteligência, já que abordarei aqui apenas assuntos no âmbito de meu conhecimento, visto que, creio ser uma inenarrável ignorância da parte de qualquer ser pensante, discorrer acerca de temas que fogem ao seu entendimento.

Já a assinatura das postagens é de "Vox Puella",que também é derivado do latim e tem como significado "Voz de Menina", que vem a ser como uma espécie de codinome, afim de proteger a identidade da mente pensante por trás dessas singelas linhas. Até porque, pode ser que eu seja a única a escrever para este blog; no entanto, podem haver parcerias com outras mentes tão barulhentas quanto a minha ;D

Por fim, gostaria de agradecer desde já a visita de cada pessoa que por aqui passar, ler e gostar (ou não), e pedir que caso concordem ou discordem de minhas colocações que, por favor, se manisfestem através dos comentários. Podem ter a certeza de que respeitarei cada opinião, pois se existe uma base sólida para se construir uma sociedade moralmente descente, esta se chama "Respeito". Mas, não esqueçam, tudo é uma moeda de troca...

"Ser capaz de respeito é hoje em dia quase tão raro como ser digno de respeito." Joseph Joubert
 
Obrigada e voltem sempre.

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