domingo, 26 de janeiro de 2014

Desenlace


João. 25 anos, estudante de Jornalismo, trabalhava numa cafeteria para bancar as despesas da faculdade. Adorava o cheiro de café e como aquele ambiente era inspirador para quem, como ele, gosta de ler e/ou de escrever. Sempre sorridente, era muito bem quisto por todos os clientes. A vida de João era dividida entre a cafeteria e sua faculdade. Até aparecer Mariana.

Mariana. 22 anos, estudante de Administração, trabalhava no escritório de seu pai. Era uma boa moça mas, ironicamente, não sabia administrar suas emoções. Um dia, se desentendeu com o pai e saiu abalada da empresa, sem rumo. Entrou numa cafeteria numa ruela qualquer. Mariana não tomava café. Até aparecer João.

João nunca tinha visto uma moça tão linda. Aconteceu o inevitável: apaixonou-se; assim, fácil como respirar. Mariana percebeu que João trazia ao seu coração atordoado uma paz que ninguém jamais, em tempo algum, conseguira trazer; mas, num primeiro momento, não achou que se envolver com alguém seria uma boa ideia. Conversaram. Por horas e dias e semanas. Era como se se conhecessem desde sempre.

Mariana era, definitivamente, o amor da vida de João. João era o melhor amigo que Mariana podia cogitar ter. Eis o problema: João a amava, a queria de todos os jeitos que alguém poderia ter a outro alguém mas, Mariana não correspondia essa paixão. Na verdade, ela o amava e o queria igualmente, mas tinha medo. Tinha medo que um dia ele cansasse dela e fosse embora. Assim, de repente, sem motivo aparente, levando o coração dela junto, mas não sem antes destroçá-lo. Mas João era diferente, merecia uma chance.

João e Mariana, então, começaram a namorar e, posteriormente, morar juntos. Pareciam ser o casal mais perfeito de todos os tempos. E como se entendiam. E como riam. E dançavam e se beijavam com a paixão de sempre e se amavam. Ninguém podia supor um mundo onde João não fosse de Mariana e vice-versa. Eram como um quebra-cabeça à dois. Se completavam.

Um belo dia, porém, na faculdade, João conheceu Ana. Ana era absurdamente linda. Não como Mariana; eram belezas diferentes. Ana fazia Publicidade e tinha a risada mais incrível que João já viu e ouviu. Então, sem querer, sem planejar, João viu-se completa e irremediavelmente apaixonado por Ana. Ana dos olhos de mel, dos cabelos esvoaçantes, do sorriso cativante. Ana, de voz doce e fala compassada e de suas teorias sobre a vida. Ana de João.



Sentada na cama, Mariana, sem prestar muita atenção, lia um romance aleatório acompanhado de um café. Mariana nunca gostou muito de café (tomava só o de João, porque era de João), mas aquela bebida era a única coisa que a mantinha aquecida, já que o corpo de João não mais ali estava.

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